PDCA - O que é, e como aplicar?

Introdução ao PDCA:


Ciclo PDCA
O Ciclo PDCA

ciclo PDCA, também conhecido como ciclo de Deming ou ciclo de melhoria contínua, é uma metodologia amplamente utilizada para melhorar processos, produtos e serviços em organizações de diversos setores. Suas letras representam as etapas de Plan (Planejar), Do (Fazer), Check (Verificar) e Act (Agir). Essas etapas formam um ciclo contínuo de análise, implementação, avaliação e ajuste, promovendo a eficácia e a eficiência ao longo do tempo. 

O PDCA oferece uma estrutura sistemática para identificar problemas, desenvolver soluções, implementar mudanças e monitorar resultados, contribuindo para aperfeiçoar continuamente os processos e alcançar os objetivos organizacionais. Ao longo desse texto iremos conferir vários aspectos e dinâmicas dessa ferramenta da administração

O que é PDCA?


O PDCA é uma metodologia de gestão que consiste em quatro etapas interligadas. Essa abordagem se tornou essencial para empresas que visam melhorar seus processos, otimizando também a eficiência e eficácia, bem como a qualidade e desempenho das atividades executadas. Abaixo, vamos analisar cada etapa do PDCA detalhadamente:
  1. Plan (Planejar): Nesta fase, os objetivos são estabelecidos e os processos são planejados. Isso inclui a identificação dos problemas ou oportunidades de melhoria, a definição de metas claras, a análise dos recursos necessários e a elaboração de um plano de ação detalhado para alcançar esses objetivos.

  2. Do (Fazer): Aqui, o plano de ação é implementado de acordo com o que foi planejado. Isso envolve a execução das atividades conforme definido no plano, a alocação de recursos, o treinamento de pessoal, e todas as ações necessárias para realizar as mudanças planejadas.

  3. Check (Verificar): Após a implementação, é essencial verificar se os resultados alcançados estão de acordo com as metas estabelecidas no planejamento. Nesta fase, os dados são coletados, os processos são monitorados e os resultados são comparados com as expectativas. Isso permite identificar desvios, problemas ou áreas que necessitam de melhorias.

  4. Act (Agir): Com base nas informações obtidas na etapa de verificação, são tomadas ações corretivas e preventivas. Se os resultados estiverem de acordo com as metas, são implementadas ações para padronizar e manter os processos. Caso contrário, são identificadas oportunidades de melhoria e são feitas alterações nos planos ou nos processos para corrigir os problemas encontrados. Este ciclo fecha-se com a aprendizagem adquirida, alimentando o próximo ciclo de planejamento.

Essas etapas formam um ciclo contínuo de melhoria, onde cada ciclo contribui para aprimorar continuamente os processos e resultados organizacionais, promovendo a eficácia e a eficiência ao longo do tempo.

Como surgiu e foi difundido o PDCA?


W. Edwards Deming
W. Edwards Deming

O PDCA, também conhecido como ciclo PDCA ou ciclo de Deming, foi desenvolvido pelo estatístico e professor norte-americano Walter A. Shewhart na década de 1920, como uma ferramenta para controle de qualidade em processos industriais. Posteriormente, na década de 1950, o renomado estatístico e consultor em gestão W. Edwards Deming popularizou e aprimorou o conceito, integrando-o como parte fundamental de sua filosofia de gestão da qualidade total. 

Deming foi convidado pelo governo japonês para ajudar na reconstrução da indústria do país. Lá, ele introduziu suas ideias sobre gestão da qualidade e o ciclo PDCA. O PDCA foi adotado pelas principais empresas japonesas, como Toyota e Sony, como parte de sua abordagem para melhorar a qualidade e eficiência.

O sucesso das empresas japonesas na aplicação do PDCA e das ideias de Deming atraiu a atenção do mundo, especialmente do Ocidente. Deming também viajou extensivamente, dando palestras e consultorias, promovendo os princípios do PDCA e sua filosofia de gestão da qualidade total.

Além disso, a disseminação do PDCA foi impulsionada pela crescente conscientização sobre a importância da qualidade e da melhoria contínua em todos os setores da indústria. À medida que mais empresas perceberam os benefícios tangíveis de implementar o PDCA, a metodologia foi gradualmente incorporada às práticas de gestão em todo o mundo.

Hoje, o PDCA é amplamente reconhecido como uma das principais metodologias para melhoria contínua e é ensinado em escolas de negócios, programas de treinamento e é utilizado por organizações de todos os tipos e tamanhos para melhorar a qualidade, aumentar a eficiência e impulsionar a inovação.

Como aplicar o Ciclo PDCA na sua empresa?


Para aplicar o ciclo PDCA em sua empresa, siga estas etapas:

Etapas do PDCA
Principais etapas do PDCA

1. **Planejar (Plan)**:

- Identifique objetivos específicos e mensuráveis para a melhoria.

- Analise a situação atual, identificando problemas ou oportunidades de aprimoramento.

- Defina metas realistas e alcançáveis.

- Elabore um plano de ação detalhado, determinando quem será responsável por cada tarefa, os recursos necessários e os prazos para conclusão.

2. **Fazer (Do)**:

- Implemente o plano de ação conforme o planejado.

- Aloque os recursos necessários, como pessoal, materiais e tecnologia.

- Realize as atividades conforme descrito no plano, garantindo a qualidade e a conformidade com os padrões estabelecidos.

- Mantenha comunicação aberta e eficaz com a equipe durante a implementação.

3. **Verificar (Check)**:

- Colete dados relevantes para avaliar o desempenho e os resultados obtidos.

- Compare os resultados alcançados com as metas e padrões estabelecidos.

- Identifique desvios, problemas ou oportunidades de melhoria.

- Analise as causas raízes dos problemas identificados.

4. **Agir (Act)**:

- Com base na análise dos resultados, tome ações corretivas ou preventivas.

- Implemente mudanças nos processos, procedimentos ou sistemas para corrigir problemas e evitar sua recorrência.

- Realize ajustes no plano de ação, se necessário, para otimizar os resultados.

- Documente e compartilhe as lições aprendidas durante o processo para promover a aprendizagem organizacional.

5. **Iteração**:

- Repita o ciclo PDCA continuamente, incorporando as lições aprendidas em cada iteração.

- Promova uma cultura de melhoria contínua, incentivando a participação e o engajamento de toda a equipe.

- Monitore regularmente os indicadores de desempenho e ajuste o plano de ação conforme necessário para alcançar os objetivos estabelecidos.

Repita esse ciclo continuamente para promover a melhoria contínua em seus processos e resultados organizacionais. Garanta o envolvimento de toda a equipe e a comunicação eficaz durante todo o processo. Seguindo essas etapas de forma sistemática e disciplinada, você poderá aplicar o ciclo PDCA com sucesso em sua empresa, otimizando seus processos e resultados.

Benefícios do Ciclo PDCA?


Benefícios do Ciclo PDCA
Benefícios do Ciclo PDCA

O ciclo PDCA oferece uma série de benefícios para as empresas, incluindo:

1. **Melhoria Contínua**: Promove uma cultura de melhoria constante, permitindo que a empresa identifique áreas de oportunidade e faça ajustes progressivos.

2. **Tomada de Decisão Baseada em Dados**: Facilita a coleta e análise de dados, fornecendo informações precisas para orientar a tomada de decisões.

3. **Redução de Custos**: Identifica e elimina desperdícios, redundâncias e processos ineficientes, resultando em economia de recursos financeiros e materiais.

4. **Aumento da Eficiência**: Ajuda a otimizar processos e procedimentos, aumentando a produtividade e a eficiência operacional.

5. **Padronização de Processos**: Estabelece padrões e melhores práticas, garantindo consistência e qualidade nos resultados.

6. **Engajamento dos Funcionários**: Incentiva a participação ativa dos funcionários na identificação de problemas e na busca por soluções, aumentando o engajamento e o senso de propriedade.

7. **Maior Satisfação do Cliente**: Ao melhorar continuamente a qualidade dos produtos e serviços, o PDCA contribui para aumentar a satisfação e fidelidade dos clientes.

8. **Flexibilidade e Adaptabilidade**: Permite que a empresa se adapte rapidamente às mudanças no ambiente de negócios, respondendo de forma ágil e eficaz às demandas do mercado.

Esses benefícios tornam o ciclo PDCA uma ferramenta valiosa para promover a excelência operacional e alcançar os objetivos organizacionais de forma eficiente e eficaz.

Quais ferramentas utilizar em cada etapa?


O uso de recursos adequados é essencial para o sucesso de cada etapa do Ciclo PDCA. Abaixo, enumerei algumas das principais ferramentas e metodologias que podem ser utilizadas em cada etapa do ciclo PDCA:

1. Planejar (Plan):

   - Brainstorming: Para gerar ideias e soluções.

   - Análise SWOT: Para identificar pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças.

   - Diagrama de Ishikawa (espinha de peixe ou causa e efeito): Para identificar as causas raízes de um problema.

   - Matriz GUT (Gravidade, Urgência e Tendência): Para priorizar problemas ou oportunidades.

2. Fazer (Do):

   - Diagrama de Gantt: Para planejar e acompanhar o progresso das atividades.

   - 5W2H (What, Why, Where, When, Who, How, How much): Para detalhar quem fará o quê, quando e como.

   - Piloto (piloto-teste): Para testar uma solução em pequena escala antes da implementação em larga escala.

3. Verificar (Check):

   - Gráficos de controle: Para monitorar o desempenho ao longo do tempo e identificar variações.

   - Planilhas de verificação: Para coletar e organizar dados.

   - Auditorias: Para avaliar a conformidade com padrões e procedimentos.

4. Agir (Act):

   - Análise de Pareto: Para identificar e priorizar os problemas mais significativos.

   - Ciclo de Kaizen: Para promover melhorias incrementais e contínuas.

   - Plano de ação 5W2H: Para detalhar as ações corretivas ou preventivas a serem tomadas.


5. Iteração:

   - Reuniões de revisão: Para avaliar o progresso, identificar lições aprendidas e fazer ajustes no plano.

   - Retrospectivas: Para refletir sobre o processo e identificar oportunidades de melhoria.

Essas são apenas algumas das muitas ferramentas e técnicas disponíveis que podem ser úteis em cada etapa do ciclo PDCA. Escolha aquelas que melhor se adequam às necessidades e características específicas de sua empresa e do problema ou oportunidade que está sendo abordado.

Conclusão - Ciclo PDCA


Em conclusão, o ciclo PDCA emerge como uma poderosa metodologia para promover a melhoria contínua e a excelência operacional em organizações de todos os tipos e tamanhos. Ao seguir as etapas de Planejar, Fazer, Verificar e Agir de forma sistemática e disciplinada, as empresas podem identificar problemas, implementar soluções, monitorar resultados e ajustar continuamente seus processos para alcançar os objetivos organizacionais. 

Ao adotar uma abordagem baseada em dados e envolver toda a equipe no processo de melhoria, o PDCA não apenas promove a eficiência e a eficácia operacional, mas também fomenta uma cultura de aprendizado e inovação, capacitando as organizações a se adaptarem e prosperarem em um ambiente de negócios em constante evolução. Assim, o ciclo PDCA permanece como uma ferramenta essencial para impulsionar a excelência e o sucesso empresarial a longo prazo.

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Autor: Christian Schaffer
Referências Bibliográficas:
"PDCA: Ferramenta para a Melhoria Contínua" por Edson Oliveira.
"Gestão da Qualidade Total com PDCA" por Vicente Falconi.
"PDCA - Planejamento, Execução e Controle: Ferramenta Gerencial para Melhoria Contínua" por Renato Ribeiro Nogueira Ferraz.

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O que você pode aprender com Henry Ford?

Conheça a trajetória de Henry Ford


Henry Ford
Henry Ford - Fundador da Ford Motor Company

Henry Ford é um homem que dispensa apresentações. Fundador de uma das maiores companhias automotivas do mundo, presente em todos os continentes, e com quase duzentos mil empregados, ele é referência global no mercado de automóveis convencionais, veículos de luxo, comerciais e de passeio, além da prestação de serviços automotivos. O famoso industrial americano, natural de Greenfield - Michigan, foi o eixo da grande Revolução Industrial ocorrida no século 20, que modificou completamente o panorama social, financeiro e profissional do seu país e do mundo. Mas de que maneira ele conseguiu realizar isso?

Ford tinha todas as aptidões que definem todo bom empreendedor. Ele era extremamente curioso, tinha iniciativa e não media esforços para alcançar seus objetivos. Nascido em 30 de julho de 1863, aos vinte e oito anos, ele começou a trabalhar como engenheiro na companhia de Thomas Edison, que desenvolvia estações de energia elétrica. Conhecido por nunca desperdiçar tempo, suas horas ociosas eram gastas em experimentos pessoais envolvendo engrenagens, combustíveis e um veículo rudimentar, mas plenamente funcional. Desta forma, com muito trabalho, estudo e persistência, foi criado o veículo que ficou conhecido como Quadriciclo Ford. Em 1896, ao conhecer pessoalmente Thomas Edison, Ford mostrou para o empresário seus experimentos e foi estimulado, com louvor e entusiasmo por Edison, que o enconrajou a prosseguir com suas experiências automotivas.

Suas experiências pessoais acabaram fortalecendo sua confiança para realizar ambições ainda maiores. Impressionado com a sua determinação e potencial, o magnata William Murphy decidiu emprestar dinheiro a Ford, incentivando-o a iniciar a sua própria indústria, e assim foi fundada a Companhia de Automóveis de Detroit. Essa primeira incursão no mundo automotivo seria para Ford uma grande fonte de desgosto e decepção. Os automóveis produzidos pela empresa, além da qualidade duvidosa, eram muito caros, e Ford não tinha os meios ou a experiência necessária para solucionar os imensuráveis problemas de uma indústria. Logo, ele aprenderia que nem todos os problemas de uma linha de produção industrial eram fáceis de serem resolvidos. Desolado, observando seus sonhos e objetivos se diluírem, Ford não viu solução senão fechar a companhia, dois anos depois de ter sido aberta.

No entanto, a ideia de produzir veículos em escala industrial era tão boa que parecia valer a pena continuar insistindo. Depois da tristeza do primeiro empreendimento, uma nova injeção de ânimo fez Ford prosseguir com seu objetivo. Em Agosto de 1901, William Murphy, Henry Ford e acionistas da antiga empresa decidiram embarcar em uma nova empreitada, e assim fundaram a Henry Ford Company. Contudo, as grande quantidade de membros na diretoria executiva levaram a diversos atritos e divergências, o que acabou fazendo com que Henry Ford se desligasse da companhia no ano seguinte. Com a sua saída, a empresa mudou de nome para Cadillac Automobile Company.

O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar com mais inteligência.

Com um novo de time de investidores, Ford decidiu tentar novamente, em 1903. Esta seria a sua terceira investida pelo no automotivo. Porém, agora, com mais experiência e assegurando para si maior controle e quase todo o poder de decisão e criação, a Ford Motor Company seria responsável por uma verdadeira revolução na vida do cidadão americano. Ao continuar com muita determinação seus experimentos, Ford elaborou com mais três designers um veículo que revolucionaria o mercado automobilístico da época. Ao disponibilizar o famoso Modelo T, o primeiro carro de consumo em massa, fabricado numa linha de produção industrial e que não era capaz apenas de produzir um enorme número de veículos, mas também a um custo baixíssimo. Com isso, Ford fez do automóvel um produto acessível aos americanos da classe média, sendo que até então esta era uma exclusividade da elite.

Ao inovar também, com a criação do sistema de franquias, a Ford Motor Company não apenas conquistou um enorme segmento do mercado automotivo, mas ampliou o seu escopo de atuação, permitindo que praticamente todo americano proletário pudesse ter o seu Modelo T na garagem. Esse modelo impulsionou o mercado e todo o sistema comercial que estava ligado a ele, e por extensão, provocou uma revolução na vida do cidadão americano comum. Agora, além dos bondes, do trem e da bicicleta, a população podia se dar ao luxo de ter o próprio carro na garagem da sua casa. Uma nova opção em locomoção fora disponibilizada para milhões de cidadãos americanos.

Analisar a trajetória de Henry Ford é interessante por diversas perspectivas, e podemos até mesmo compará-lo com empreendedores de outras áreas e épocas, como Steve Jobs por exemplo. Afinal, grandes empreendedores possuem várias coisas em comum. Embora Henry Ford e Steve Jobs lidassem com produtos diferentes, ambos compartilhavam do desejo de torná-los acessíveis ao maior número de pessoas possível. Por que empreendedores como Jobs e Ford foram tão revolucionários? Afinal, assim como Steve não inventou o computador, Henry Ford também não inventou o automóvel. Então resta a dúvida, por que ambos ficaram tão famosos? O que fizeram de diferente, que qualquer um poderia fazer? Na verdade, os dois realizaram algo bem simples. O ato de pensar, refletir.

É atribuída a Henry Ford a famosa frase “pensar é o trabalho mais difícil que há, e é por esse motivo que tão poucos se dedicam a isso”. Embora essa frase circule muito pela web, sendo atribuída a Henry Ford, é impossível confirmar a veracidade desta afirmação. De qualquer maneira, essa sentença contém a fórmula de um princípio fundamental do seu caráter, personalidade e sistema de trabalho. O raciocínio de Ford com relação a automóveis, assim como o de Steve Jobs quanto aos computadores, levaram ambos a elaborarem soluções que tornaram viável a disponibilidade de seus produto para a maior quantidade de pessoas possível. Os dois pensaram de maneira muito similar, através de perguntas simples, como: De que modo posso produzir em larga escala? Como atingir o menor custo possível? E como tornar este produto acessível ao maior número de pessoas?

Esse raciocínio se tornou fundamental para tudo o os dois faziam. Pensar, pensar e pensar. Henry Ford também era altamente comprometido com a redução de custos. Estava sempre pensando em como tal engrenagem, tal mecanismo, poderia ser substituído por outro melhor, mas com custo inferior. Dessa maneira, toda melhoria deveria ser implementada sem perda da qualidade. Como qualquer empreendedor de valor, Ford não queria introduzir porcarias no mercado. Além de levar em consideração o consumidor, a durabilidade do produto e o seu tempo de vida útil, ele não queria um produto medíocre associado ao seu nome.

A persistência é outro componente fundamental para um grande negócio.

Lembre-se de que a Ford Motor Company foi a terceira companhia automotiva que Henry Ford abriu, depois do fracasso das duas anteriores. Mas certamente, se ela não tivesse dado certo, ele teria fundado uma quarta, e prosseguido até alcançar seu objetivo. A persistência e a insistência são duas qualidades fundamentais em um empreendedor e estão interligadas ao caráter e a personalidade da pessoa. Essas qualidades também estavam presentes em Steve Jobs, que amargou alguns fracassos, antes de se tornar um empreendedor de sucesso.

Mas as revoluções fordistas não pararam por aí. Henry Ford foi responsável por uma série de mudanças na vida social e profissional do povo norte americano. O líder e fundador da Ford Motor Company foi fundamental pela criação da semana de cinco dias úteis, mecanização do trabalho, redução da jornada de trabalho para oito horas,  aumento salarial, enxergando como crucial o bem-estar do trabalhador. Para Ele, o patrão não tem o direito de exigir produtividade de trabalhadores exauridos, mas empregados felizes e dispostos, por outro lado, podem produzir com mais facilidade, e com um nível de competência e dedicação muito mais elevado. Ford tinha o objetivo de, na medida do possível, ampliar benefícios que eram até então exclusivos das classes aristocráticas, para os demais setores da sociedade.

A visão de Henry Ford referente ao capitalismo e era visivelmente abrangente: ela envolvia todos os aspectos da sociedade, entendendo e atendendo aos desejos específicos do indivíduo. Tudo começava na ponta da linha de produção, para ter do outro lado, um consumidor feliz e satisfeito, que fosse capaz de usufruir de um produto que facilitaria a sua vida por completo. E a linha de produção, bem como os demais setores da companhia, deveria ter apenas trabalhadores contentes, satisfeitos e felizes, sendo que o trabalho deveria representar apenas um aspecto de suas vidas, ao invés dela toda.

O resultado? O Modelo T ficou em produção por quase vinte anos, e foi adquirido por mais de dezesseis milhões de americanos. Depois disso, a companhia continuou a crescer, e hoje vale aproximadamente 224 bilhões de dólares. Evidentemente, o valor e as virtudes de um empreendedor não devem ser medidos em cima do seu legado financeiro e material. Se isso for levado em consideração, obviamente não há o que discutir quanto ao valor de Henry Ford, em termos absolutos. Entretanto, a avaliação correta de um empreendedor deve estar balizada sobre o nível de benefícios que o mesmo gerou para a sociedade, tanto direta quanto indiretamente. Um empreendedor como Ford, que gerou empregos, modificou a forma e a estrutura da jornada de trabalho, ponderou sobre maneiras de melhorar os aspectos pessoais da vida do trabalhador, e revolucionou a vida do cidadão americano, pode ser considerado como um verdadeiro homem de negócios.

O empreendedorismo começa como um objetivo que deve resultar em múltiplas considerações altruístas. Esse sentimento deve começar dentro de nós, mas projetar-se externamente, impactando de forma benéfica o maior número de pessoas possível. E lembre-se: você não precisa revolucionar a vida de milhões de pessoas para ser como Henry Ford. Se você melhorar a vida de dez, duzentas ou seiscentas pessoas, já pode se considerar um grande empreendedor. Embora você realmente tenha que inovar para se manter no mercado, conquistar clientes e ganhar dinheiro, beneficiar pessoas deve ser a maior aspiração de um empresário. Com um grande empreendedor como Ford, aprendemos que facilitar a vida das pessoas deve ser o nosso maior e mais precioso legado.

Até a próxima administradores!

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Missão, Visão e Valores: Do conceito à definição

O que são a missão, visão e valores organizacionais?


Missão, visão e valores
Elementos missão, visão e valores organizacionais

Considerado um dos aspectos mais importantes dentro de uma organização, a missão, visão e valores representam juntos a identidade e a essência de uma empresa. Eles são elementos de extrema importância organizacional e todo colaborador precisa conhecer muito bem seus conceitos para estar em perfeito equilíbrio com o propósito da companhia. A missão, visão e valores são a base da criação, composição e desenvolvimento de uma empresa e é a partir da definição deles que é possível realizar o planejamento estratégico e o direcionamento dos funcionários em prol dos objetivos e metas desejadas.


Como foi dito logo acima, a missão, visão e valores são elementos vitais no quadro de uma organização. Juntos, esses coeficientes engajam os colaboradores, motivando-os a praticar os princípios que formam a base organizacional de uma empresa. Além disso, eles ainda auxiliam na definição de sua estratégia corporativa, orientando o rumo que a companhia precisa tomar. É importante ter em mente que a demarcação desses fatores é o principal ponto de partida para novos negócios, e por esse motivo é imprescindível que os gestores e colaboradores estejam alinhados com o que a organização almeja. Para ajudá-los na compreensão desses elementos, trouxemos abaixo a definição e o conceito de cada um deles.


A missão e a razão de ser da empresa (propósito)


A missão é considerada a razão de ser da organização, ou seja, o motivo pela qual foi criada - seu propósito. A missão organizacional funciona como o DNA da companhia, ajudando a definir sua identidade, seu planejamento futuro e o modo como é reconhecida pelos clientes e demais stakeholders do negócio. Segundo Peter Drucker, uma empresa não é definida pelo seu nome ou produto, mas sim pela sua missão, pois é a partir da definição desse elemento que os colaboradores ganham foco, direção e significado.

A missão da empresa precisa estar na ponta da língua de todos os colaboradores. Todos, independente da função, precisam saber qual a razão de ser da companhia e utilizar isso para ajudá-los na tomada de decisão. Existem três perguntas que podem ser feitas para auxiliar no desenvolvimento da missão organizacional. São elas: por quê existimos? o que a empresa deve fazer? e para quem ela deve fazer? Com essas definições, é possível conscientizar os colaboradores quanto ao propósito e plano estratégico da organização.

A visão e o estado futuro da empresa (trajetória)


Missão, visão e valores
Visão Organizacional

O conjunto de fatores missão, visão e valores são conceitos complexos, que necessitam de bastante cautela no momento em que forem elaborados. Muitas pessoas confundem a visão da empresa com sua missão, mas além de possuírem conceitos distintos, um complementa o outro. No entendimento geral, a visão corporativa é o projeto futuro da empresa, ou seja, é a sua perspectiva de longo prazo. A visão é inspirada no que a organização deseja para seu futuro e esse desejo não pode ser confundido com simples metas organizacionais. Ele precisa ser tangível, realista, caso contrário não passará de uma ilusão.

Enquanto a missão segue com a empresa a vida toda, a visão possui um período de tempo pré determinado, ou seja, ela possui um "prazo de validade". A visão é um fator que pode ser alterado ao longo do tempo, de acordo com o momento atual da companhia, a direção que a empresa precisa tomar e onde seus esforços precisam ser alocados. Para ajudar a elaborar a visão organizacional, podem ser realizadas as seguintes perguntas: onde a empresa quer chegar? onde os investir os recursos? o que queremos nos tornar? É importante lembrar que a visão enxerga a empresa como um todo e não pelos seus departamentos.

Os valores e o sentimento organizacional (princípios)


Chegamos ao último elemento do tripé missão, visão e valores. Os valores organizacionais são o fator complementar à missão e a visão da empresa. Uma vez que já foi realizada a definição da missão (quem sua empresa é) e da visão (onde ela quer chegar), os valores podem ser definidos como a filosofia, as crenças e atitudes, que juntos compõem um conjunto de regras à serem cumpridas pelos colaboradores. Os valores corporativos são considerados ainda como a motivação da companhia, auxiliando no engajamento dos funcionários.

É essencial que todos saibam quais são os princípios e crenças que norteiam a organização e servem de guia para as decisões, atitudes e comportamentos. É válido evitar os velhos termos utilizados como valores empresariais (confiança, integridade, respeito, etc.), já que esses elementos não devem ser tratados como diferenciais, mas sim como princípios intrínsecos à cultura da empresa. Crie valores que envolvam os clientes e colaboradores e que ajudem na realização do propósito (missão) e no alcance das metas corporativas (visão).

Dicas de como construir a missão, visão e valores da sua empresa


Missão, visão e valores
#05 Dicas para elaborar sua missão, visão e valores

1. Defina e entenda cada elemento: podem existir algumas divergências entre as definições de missão, visão e valores do campo da administração para o ramo do empreendedorismo, porém todos concordam no que cada um desses pilares consistem basicamente. Como foi dito ao longo do texto, a missão mostra o porquê da empresa existir, ou seja, seu propósito. A visão, mostra onde a empresa deseja chegar, e o meio para atingir seu objetivo. Por fim, os valores são os princípios éticos que norteiam a organização.

2. Tenha comprometimento: ao elaborar cada um desses elementos, é importante ter em mente que não será um processo rápido e fácil de se realizar, mas sim dias de geração de ideias e discussão. As sugestões precisam ser transmitidas entre os sócios do negócio, mentores e pessoas relevantes ao projeto. O processo deve ocorrer em de dois dias à cinco dias, nos quais todas as ideias possíveis devem ser colocadas na mesa, a fim de que as pessoas envolvidas reflitam sobre qual a melhor opção para definir a empresa.

3. Ajuste sempre que necessário: muitas empresas deixam passar bastante tempo antes de realizar qualquer ajuste na missão, visão e valores. Porém, essa pode ser uma falha grave, tendo em vista que muita coisa pode mudar (cenário, pessoas, foco, nicho, etc..). Diferente da missão e dos valores, a visão geralmente sofre mudanças de tempos em tempos, porém os outros elementos também estão passíveis de pequenos ajustes. Contudo, é importante lembrar da essência da companhia ao realizar tais ajustes.

4. Estabeleça metas: esse talvez seja um dos pontos mais importantes nos três elementos que constituem a base de uma empresa. É extremamente importante atrelar metas à visão organizacional, uma vez que elas acabam auxiliando também no desempenho da missão da empresa. As coisas se tornam muito mais fáceis quando se existe um resultado, um número a se alcançar. Por esse motivo, procure buscar números mensuráveis, possíveis de serem alcançados, mas ao mesmo tempo desafiadores. 

5. Tenha um objetivo realista: segundo a mesma linha do tópico acima, tenha em mente que traçar um objetivo apenas pra dizer aos colaboradores que existe um, não faz sentido (e pior, não trará bons resultados). É essencial que o objetivo desejado tenha clareza e simplicidade e principalmente bom senso. Ele precisa ser algo que os funcionários conseguirão entender e assimilar em suas atividades. O objetivo precisa ser uma frase prática, realista e visível. Sonhe grande, mas não com algo impossível de se concretizar.

Conclusão - Missão, visão e valores 


Em resumo, o tripé formado pela missão, visão e valores representam o propósito, a trajetória e os princípios de uma organização. Esses elementos são indicados para organizações de todos os portes, sendo essenciais para as que estão em fase inicial, uma vez que eles ajudam a empresa a entender o por quê de sua existência, qual sua direção e quais são os objetivos pretendidos. Enquanto a missão da empresa é a responsável por orientar os objetivos financeiros, sociais e humanos da organização, a visão é o elemento motivador de todos os planos e ações criados pela empresa, independente do setor.


A visão organizacional deve conter tanto aspiração, como inspiração. A aspiração para tornar-se "algo maior", e a inspiração de que esse "algo" valha a pena ser alcançado. Em outras palavras, a visão precisa mostrar com clareza onde a empresa quer chegar e os meios para atingir esse objetivo. A missão, visão e valores são atributos que fazem parte da cultura organizacional. Em especial os valores, que buscam guiar a conduta de uma organização. Os valores empresariais são inegociáveis, ditando comportamentos e atitudes de toda a estrutura organizacional. Eles servem de suporte ao relacionamento dos colaboradores entre si, com os clientes e com a sociedade. Toda empresa séria valoriza esses elementos 

Até a próxima pessoal!

Autor: Marcelo Bastos
Referências Bibliográficas:
COSTA, E. L. Gestão de processos produtivos. Curitiba: Ibpex, 2008
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução a Teoria Geral da Administração. Elsevier, 2004.

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Benchmarking: Do significado à importância

O que é Benchmarking e qual sua origem?


Benchmarking

O benchmarking possui origem na palavra inglesa "benchmark" que significa "ponto de referência". Por esse motivo, podemos considerar o benchmarking como uma estratégia competitiva que busca realizar uma análise minuciosa da concorrência (empresas de um mesmo segmento) e de suas melhores práticas de mercado. No geral, o benchmarking é considerado por muitos um processo sistemático de comparação com outras empresas, sendo justamente através dele que é possível melhorar seu próprio desempenho, identificando, entendendo e adaptando aos seus processos o que a concorrência faz de melhor.


Como se trata de uma atividade de monitoramento, diversos fatores estão envolvidos nesse processo. O responsável por ele precisa saber interpretar, avaliar e mensurar as informações coletadas, a fim de alcançar a máxima inteligência de mercado. O benchmarking, da forma como o conhecemos hoje, teve sua origem na qualidade total e desde então vem sendo utilizado pelas empresas para otimizar seus processos, gerando benefícios tangíveis em seu desempenho. É certo dizer que o benchmarking é sinônimo de identificação e aprendizagem de boas práticas, uma vez que identifica potenciais mudanças de melhoria e inovação para as empresas que fazem uso dessa excelente estratégia.


A importância do Benchmarking no mercado atual


O benchmarking é muito conhecido por ser uma ferramenta de análise, avaliação e estudo da concorrência, porém ele é muito mais do que isso. O maior objetivo de quem faz uso dessa estratégia é descobrir as melhores práticas realizadas pelo mercado, e assim conseguir melhorar o desempenho de sua empresa continuamente. Dessa forma, podemos entender a comparação entre empresas como algo natural, ou como uma forte estratégia em prol do crescimento e desenvolvimento organizacional. O benchmarking é um fator essencial para as empresas de hoje, uma vez que as auxilia no processo decisório, definindo a melhor direção e colhendo informações do que seus concorrentes fazem de melhor.

Contudo, é importante ter em mente que nem tudo o que a concorrência faz é o melhor para o seu negócio, ou seja, talvez não seja replicável (mesmo sendo empresas de um mesmo segmento). O que poucos sabem, mas que é extremamente importante no benchmarking é o autoconhecimento. Ao enxergarmos algo que a concorrência vem fazendo melhor e mais bem feito, faz com que olhemos para os nossos próprios erros e dessa forma consigamos identificar alguma falha que estava passando despercebida. E saiba, não existe espelho melhor para isso do que um concorrente. Nessas horas é essencial analisar com detalhes o que eles fazem, como fazem e quando fazem. Esse é o principal segredo por trás do benchmarking.

Quais são os tipos de Benchmarking existentes?


Tipos de benchmarking
Como fora dito no início do texto, nos últimos anos a prática de benchmarking tem sido utilizada por diversas organizações como forma de ajustar seus esforços de melhorias. Por esse motivo, existem algumas maneiras bem conhecidas e qualificadas de se fazer um bom benchmarking, vamos conhecê-las abaixo:

1. Benchmarking competitivo: considerado o modelo mais clássico de comparação empresarial. É o modo mais comum pelo qual uma empresa utiliza outra com altos padrões de excelência como modelo. Seu principal foco é a análise minuciosa das práticas do concorrente e seu objetivo é o de superá-los. É considerada por muitos como o modelo mais difícil, uma vez que as empresas não deixam vazar facilmente seus dados e estratégias corporativas.

2. Benchmarking interno: neste tipo o principal ponto de referência são os processos internos da própria empresa que realiza o benchmarking. Esse modelo é bastante comum quando uma empresa oferece um produto de qualidade é quer que alguma filial ou franquia tenha resultados semelhantes. É considerado um dos tipos mais comum de benchmarking e também o mais fácil, já que as informações são facilmente obtidas e compartilhadas.

3. Benchmarking funcional: esse modelo possui como ponto de referência o melhor resultado de um processo em relação à outro semelhante. Aqui a única coisa a ser comparada é o processo em si, podendo ser da mesma empresa, de outra do mesmo porte, segmento, ou ainda de um nicho de mercado diferente. É neste tipo de benchmarking que é encontrado a maioria dos exemplos práticos que são apresentados em cursos e salas de aula.

4. Benchmarking colaborativo: geralmente ocorre quando duas empresas distintas entram em parceria, compartilhando informações e dados sobre seus processos e procedimentos. Esse modelo de benchmarking pode ocorrer entre empresas concorrentes ou não, uma vez que o principal objetivo é alcançar o benefício mútuo entre as duas companhias envolvidas. No geral, trata-se de uma maneira de trazer novas ideias para dentro do ambiente de trabalho, visando novas soluções, conceitos e melhores resultados corporativos.

O Benchmarking e o marketing digital


Benchmarking e o marketing digital

A Xerox foi a primeira empresa a realizar o benchmarking, lá por volta da década de 70. Enquanto seus lucros e participação de mercado caíam, a empresa começou a perceber que as fotocopiadoras japonesas estavam produzindo mais e vendendo produtos semelhantes à um preço mais baixo do que os que a Xerox produzia. Com isso a empresa passou a analisar seus concorrentes de maneira minuciosa, identificando pontos que a fizeram criar um processo sistemático, que ficou conhecido posteriormente como benchmarking competitivo.

Para não perder a bolha digital e conseguir se destacar no universo da internet é quase que fundamental uma boa estratégia de benchmarking. Toda empresa digital que deseja aumentar seus resultados e melhorar seus processos, seja na geração de leads, no número de visitantes, na presença nas redes sociais, ou no seu posicionamento em buscas orgânicas, precisa desenvolver uma boa estratégia de benchmarking digital, a fim de alcançar insights importantes para melhorar o que não estiver dando certo. Logo abaixo, trazemos os quatro pontos principais ao se utilizar o benchmarking na internet, sendo eles: a pesquisa orgânica, pesquisa paga, as mídias sociais e a construção de backlinks.

1. Trabalhe sua pesquisa orgânica: o importante nesse ponto é tentar descobrir quais as principais palavras que a concorrência vem utilizando para tentar rankear nas pesquisas. Palavras-chave, ou keywords como também são conhecidas são a base da maioria das estratégias de marketing online. Para trabalhar bem as keywords é importante ficar de olho em alguns aspectos, tais como: volume de pesquisa, número de resultados e tendência. Com isso você já consegue ter um bom ponto de partida para o seu benchmarking digital.

2. Otimize sua pesquisa paga: um fator de suporte à pesquisa orgânica são as pesquisas pagas, ou seja, as tão famosas campanhas do AdWords. Nesse ponto você precisará investir uma determinada quantia a fim de adquirir leads para o seu produto ou serviço. É de extrema importância verificar quais palavras pagas seu concorrente está utilizando. O importante nesse ponto é ficar atento ao custo de tráfego estimado, a possíveis alterações nos padrões de gastos e principalmente nas palavras-chave que seu concorrente vem "comprando".

3. Crie presença nas mídias sociais: atualmente as mídias sociais são um dos principais meios de sucesso nas campanhas digitais. Muitas empresas lutam diariamente para conseguir mais seguidores, aumentar seu alcance, receber mais curtidas e compartilhamentos. Para sair na frente de todos é indispensável pesquisar a atividade de seus concorrentes, o que eles fazem, o que deu certo e o que deu errado. O ponto principal no benchmarking das mídias sociais é enxergar o engajamento. O que viralizou? O que o público gostou? Porém, para isso a empresa precisa ser de um nicho semelhante ou igual ao seu.

4. Construa uma boa estrutura de backlinks: talvez esse seja o aspecto principal de uma boa estratégia de benchmarking digital. Os backlinks (de qualidade) possuem uma grande influência sobre o posicionamento nas pesquisas do Google. Dessa forma, é extremamente importante realizar uma análise para saber os links que seus concorrentes estão recebendo, de onde são e de quem são. Isso pode ajudá-lo a encontrar novas fontes de backlinks, bem como a criar um plano de conteúdo otimizado para eles. O importante neste ponto é analisar a quantidade de backlinks que a concorrência possui, os principais termos (palavras) utilizados como âncora e quais os domínios que estão gerando links de qualidade para eles.

Vantagens e desvantagens ao fazer Benchmarking


Diversos especialistas consideram o benchmarking como uma das principais estratégias de mercado da atualidade. A técnica é considerada como um dos instrumentos de gestão mais vantajoso quando o objetivo é superar os resultados da concorrência. Uma vez que o benchmarking se baseia no aprendizado de melhores experiências e métodos, ele também ajuda a explicar todo o processo por detrás da excelência empresarial. O benchmarking parte do princípio de que não existe uma empresa perfeita, que seja boa em tudo, fazendo com que as empresas busquem uma nas outras o que cada uma faz de melhor.

Dentre as principais vantagens de utilizar a estratégia de benchmarking, podemos destacar a introdução de novos conceitos, a melhora no conhecimento da empresa sobre si mesma, a busca pela excelência (aprimoramento dos processos, produtos e serviços), a redução de custos e a ampliação da margem de lucro. Porém, como todo instrumento, o benchmarking também possui suas desvantagens, das quais destacamos a dificuldade na adequação das práticas observadas, o campo de visão limitado (benchmarking interno) e o excesso de foco na concorrência, o que pode fazer a empresa perder sua própria identidade.

Como fazer um Benchmarking de qualidade? (passo a passo)


Etapas de um benchmarking

1. Seleção dos concorrentes a serem analisados: nesta etapa é de extrema importância a empresa já ter em mãos uma avaliação detalhada sobre seus próprios processos e práticas, já que você deve conhecer bem a si mesmo, antes de procurar analisar a concorrência. Após ter em mãos as informações necessárias, é preciso realizar uma pesquisa de mercado, a fim saber quem são os principais concorrentes de seu negócio, ou seja, os grandes players e o que fazem com excelência. É válido selecionar empresas de segmentos diferentes do seu, uma vez que elas podem garantir insights que vão além de sua própria área de atuação.

2. Estabelecer indicadores de análise (qualitativos e quantitativos): neste ponto é importante buscar realizar o benchmarking de um único processo por vez, identificando quais realmente são cruciais e precisam ser melhorados (você pode adaptar uma Matriz GUT para lhe auxiliar). Os indicadores serão definidos de acordo com o segmento de mercado que a empresa atua. Por exemplo, para uma empresa envolvida com marketing digital, pode-se utilizar indicadores relacionados ao engajamento dos clientes, à eficiência das landing pages, modo de captura de leads, % conversão, entre outros quesitos.

3. Obtenção dos dados para análise: é importante lembrar que o objetivo principal é buscar dados que ajudem no entendimento das práticas utilizadas pela concorrência. Atualmente no mercado existem diversas ferramentas que podem auxiliar uma empresa a obter dados sobre sua concorrente. Além disso, ainda podem ser utilizados métodos e técnicas simples de observação que possuam finalidade e período pré determinados. Da mesma forma que a etapa anterior, é recomendado realizar a análise de uma única empresa por vez, a fim de ajudar na obtenção dos dados de maior qualidade.   

4. Comparação das informações coletadas: agora é o momento de juntar todos os dados coletados e avaliar suas informações. O mais importante nesse ponto é procurar entender o que é possível utilizar como modelo de exemplo e quais as diferenças para o que já é praticado pela empresa. Caso os resultados sejam muito diferentes, vale a pena investigar também o que está causando essa disparidade. Para isso é necessário avaliar todos os fatores que envolvem o processo, lembrando que o benchmarking não é algo que deve ser realizado uma única vez, mas sim continuamente. 

5. Definição dos pontos altos e baixos: a partir do momento que você tiver todos os dados em mãos, é preciso trabalhar as informações visando o alcance de metas mensuráveis, que trarão resultados reais para a empresa. Neste ponto, você pode definir quais são os pontos fortes e fracos realizados pela concorrência e por sua empresa também. Identifique, por exemplo, o que seu concorrente faz que dá certo? O que é possível melhorar? Quais são os métodos e práticas que geram mais resultado? Aqui, é importante pensar se vale a pena reestruturar um determinado processo ou modificá-lo por completo.

Conclusão - Benchmarking


Em resumo, o benchmarking é uma técnica que consiste no acompanhamento dos métodos e práticas utilizadas pelos concorrentes (ou não), que sejam reconhecidas como sinônimos de excelentes resultados. Ele pode ser visto ainda como um processo de pesquisa que busca trazer novas ideias e estratégias, visando o aumento da vantagem competitiva, a redução de custos e maior margem de mercado. Para o benchmarking ser realmente eficaz, é importante não olhar um único aspecto dos resultados obtidos dos concorrentes, uma vez que nem tudo o que eles fazem de melhor será aplicável na sua empresa.


Vale lembrar que não é necessário reinventar a roda para se conseguir bons resultados, assim como que utilizar o método de um concorrente não é garantia de que sua empresa obterá o mesmo resultado. Se um processo não vai bem, analise, mensure e procure entender o motivo para o baixo retorno. Muitas vezes não vale a pena investir altas quantias em consultorias, se você pode otimizar os seus ganhos apenas observando o vizinho ao lado. Ao descobrir os principais furos na sua performance, é possível identificar onde estão suas fraquezas. Por isso, tenha em mente que se você fizer um bom trabalho, alcançando resultados memoráveis, as outras empresas utilizarão suas práticas como espelhos para benchmarking.

Até a próxima pessoal!

Autor: Rafaela Sales
Referências Bibliográficas:
MAXIMIANO, Amaru. Teoria Geral da Administração. Atlas, 2012
KOTLER, Philip e KELLER, Kevin. Administração de Marketing - 12º ed. Sextante, 2012

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Negociação: O guia absolutamente completo!

Origem e significado de negociação


Negociação - Significado e Origem

É certo afirmar que atualmente existe um grande acervo espalhado na internet sobre o tema negociação. Temos ao nosso dispor livros, e-books e variados artigos espalhados pela web sobre esse e tantos outros assuntos. Nessas obras, diversos autores expõem sua própria definição e entendimento sobre o que é a negociação, do que ela trata e a melhor maneira de executá-la, porém a ideia mais aceita atualmente é a de que negociação é o meio pelo qual as pessoas (partes envolvidas) buscam o entendimento e o consenso. Ou seja, negociar é buscar o acordo por meio do diálogo.


A palavra teve origem no latim negotiatus, que significa em tradução livre "cuidar dos negócios". Mas o termo em si, possui uma amplitude muito maior do que apenas a área econômica. Sendo assim, podemos entender a negociação também como uma prática utilizada na solução de conflitos diversos, podendo ser questões pessoais, comerciais, trabalhistas entre outros. No geral, existem diversas definições sobre a arte de negociar, mas no senso comum, mais cotidiano, a negociação é vista como uma maneira das pessoas diminuírem suas diferenças e alcançar o consenso.


Os principais tipos de negociação


Agora que já sabemos a origem do termo e algumas de suas definições, podemos avançar mais nos aspectos que envolvem a negociação. Levando o assunto para o âmbito mais comercial, é normal os gestores de vendas terem como requisitos duas características antes de efetivar a contratação de um vendedor ou executivo de contas (como é mais utilizado hoje em dia) para seu time. São eles: a capacidade de prospectar e a de negociar. Como o tema do artigo é sobre negociação, iremos focar em seus três tipos existentes.

1. Negociação integrativa: são as negociações que geralmente envolvem mais de uma questão. Por exemplo, a negociação integrativa pode citar a compra e venda de um imóvel, ao mesmo tempo em que trata também do prazo de pagamento, taxa de juros, etc. Esse tipo de negociação é baseada na colaboração entre as partes, onde ambas procuram satisfazer seus interesses para chegar em um acordo, obtendo o máximo de benefícios possíveis.

2. Negociação criativa: esse tipo de negociação é caracterizado pela abertura e clareza das informações. Cada uma das partes deve revelar seus interesses e a partir disso buscarem juntas soluções que atendam o máximo possível dos interesses expostos. É o tipo de negociação ideal para tratar problemas complexos, uma vez que visa buscar soluções conciliadoras e conjuntas. Geralmente é conduzida em um ambiente colaborativo. 

3. Negociação distributiva: são as negociações que envolvem apenas uma questão. Em geral as negociações distributivas costumam tratar exclusivamente de valores e quantias monetárias. Por exemplo, ela pode citar a compra e venda de um imóvel, onde a única questão a ser tratada entre as partes será o valor do bem (na compra ou venda). É muito comum esse tipo de negociação se conduzida em um ambiente competitivo, no qual é mais difícil se alcançar um bom resultado. Essas negociações são no estilo ganha-perde.

Dicas essenciais para uma boa negociação


Dicas para uma boa negociação
Pode-se dizer que negociar anda lado a lado com a capacidade de saber se relacionar com outras pessoas. Por isso, existe um entendimento comum de enxergar a negociação como um processo de relacionamento interpessoal que ocorre quando uma das partes deseja algo da outra, não impendido claro, o interesse mútuo entre ambas as partes. O ideal desse relacionamento é que ele seja benéfico para ambos, e por isso trazemos 4 dicas essenciais para se ter uma boa negociação.

> Faça da negociação um ato formalizado (escrito e assinado): Um imenso número de pessoas cometem um dos erros mais comuns (e fatais) de uma negociação. O ato de discutirem ou arquear sobre os termos de um acordo, sem efetivar a negociação contratualmente (formalizada). O objetivo de toda negociação deve e tem que ser chegar ao acordo por escrito e assinado entre ambas as partes, pois se não de nada vale todo o tempo gasto na mesma. Desde o primeiro momento é importante deixar claro que após o consenso entre as partes, o acordo será formalizada via contrato.

> Tome a iniciativa nas negociações: é muito importante você iniciar o processo, porque quem toma a iniciativa, controlando o início da negociação, geralmente também controla onde ela termina. Muitas vezes, quem deixa a outra parte iniciar a negociação, acaba flexibilizando mais e perdendo participação nos interesses. Caso a outra parte tome iniciativa, tente virar o jogo, mostrando argumentos ou materiais para 

> Use e abuse da argumentação: o melhor argumento é aquele que vem de uma pessoa segura de si. Para alcançar o bom argumento é preciso ter foco, objetivo, saber direcionar a conversa para a finalidade pretendida. Para o argumento funcionar, é necessário ter embasamento, ser alinhado com o interesse, e claro, não ferir o interesse da outra parte. Todo argumento deve demonstrar empatia pela outra parte, ao mesmo tempo em que defende os interesses do argumentador.

> Seja calculista e objetivo: Caso não tenha uma boa direção, qualquer negociação pode ser carregada de sentimentos e emoções, culminando no total desentendimento entre as partes. Perder o controle da situação por achar que está que está sendo prejudicado é um ato muito comum numa negociação, porém grandes negociadores sabem como manter a tranquilidade, o equilíbrio emocional, ao mesmo tempo em que fornece alternativas e contribui de maneira positiva para a negociação. Manter a calma serve para mostrar que você sabe valorizar o momento, acredita no interesse mútuo e também na sua argumentação.

Conclusão - Negociação


Em resumo, negociação é relacionamento. Saber negociar, expor seus argumentos de maneira sólida e objetiva é uma das habilidades mais exigidas em equipes e funcionários (especialmente do setor de vendas). É importante ter em mente que uma negociação não é um ato em que uma das partes ganha e a outra perde, mas sim um processo dinâmico no qual todos os envolvidos buscam um acordo mútuo, que procure satisfazer ambos os interesses. Se a negociação seguir um viés de conflito, o recomendado é parar de negociar e retomar o processo em outro momento.


O ato de negociar vem tendo cada vez mais importância no mundo empresarial. É correto afirmar que a negociação está presente em nosso dia a dia, uma vez que quase tudo atualmente é negociável. Por isso, o profissional que domina essa habilidade acaba conseguindo vantagens e destaque positivo em relação aos demais. A partir do momento que você passa a entender os anseios da outra parte, e consegue enxergar a oportunidade de dar mais clareza aos seus argumentos, você pode se considerar um negociador de alto nível. O segredo de uma negociação bem sucedida, é de não pensar apenas no contrato, mas sim procurar construir uma relação de confiança com a outra parte envolvida. 

Bom, é isso aí pessoal. Até a próxima!

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Como a tecnologia pode otimizar seu negócio?

Saiba como utilizar a tecnologia a favor do seu negócio


Inteligência artificial e negócios

Nos últimos anos a utilização da inteligência artificial tem se expandido para diversos tipos de aplicações. As empresas que souberem aproveitá-la de forma eficiente poderão se destacar entre os concorrentes e fazer diferença no mercado.

Para você compreender melhor o potencial e a amplitude que tem a inteligência artificial é interessante compreender o paralelo produzido por Peter Diamandis e Steven Kotler em seu livro Bold – How to Go Big, Create Wealth and Impact the World.  Peter e Steven explicam que o impacto da I.A. será semelhante ao efeito que a massificação do computador pessoal provocou na vida das pessoas. 

Tecnologias disruptivas, como são chamadas tecnologias que tem potencial de mudar nossas vidas, normalmente seguem um ciclo semelhante desde a fase conceitual até a fase de utilização plena. O ciclo é composto de 5 fases. 

Na fase inicial, chamada de “Technology Trigger”, são iniciadas as primeiras discussões sobre o assunto principalmente no mundo cientifico. Quando essa versão embrionária da tecnologia é bem aceita e demonstra um potencial grande essas discussões chegam a grande mídia. Nessa etapa inicia-se a segunda fase “Inflated Expectations” onde a expectativa gerada por pela tecnologia assume seu ponto máximo. No caso dos PCs, nos anos 60 a ideia gerou grande empolgação pelo mundo. 

No entanto, quando os primeiros computadores chegaram só era possível jogar jogos simples como o “Pong”. Como vocês devem imaginar, essa materialização da ideia gerou uma forte desilusão nas pessoas e nas empresas, considerada terceira fase.

É neste contexto que se dá a importância dos empreendedores. Mesmo quando a opinião geral coloca a nova tecnologia como desacreditada e até fracassada, eles acreditam no seu potencial e começam a criar aplicações que nem mesmo foram pensadas pelos idealizadores.

Visionários como Steve Jobs e Bill Gates no caso do PC contribuíram para as primeiras versões do PC como conhecemos hoje. Eles trouxeram de volta, de forma gradativa, o entusiasmo das pessoas com a tecnologia. E hoje, como resultado dos seus esforços, é quase impossível imaginar nossas vidas sem o computador.

Neste contexto abordado por Steven e Peter é que se encaixa a Inteligência Artificial. Segundo um artigo recente da revista Fortune, no ano passado, fundos de investimento investiram mais de 5 bilhões de dólares em 658 empresas de inteligência artificial. As principais empresas de tecnologia já oferecem “robôs” para serem treinados e possam ser utilizados em diversos tipos de aplicações. 

Alguns exemplos são o “Watson” da IBM, “OpenAI” do Elon Musk e o “Deep Mind” adquirido pelo Google recentemente. Baseado nessa tecnologia disponível, hoje estamos vivenciando uma quantidade enorme de empreendedores que inovaram em seus respectivos mercados. Descubra abaixo 4 motivos essenciais para utilizar a tecnologia a favor de seu negócio.

> Aumento exponencial das vendas:

Imagine ter um auxiliar de vendas que conhece profundamente cada potencial cliente. Tem conhecimento sobre como o cliente prefere ser abordado, por e-mail ou telefone. Se gosta de falar na parte da manhã, tarde ou noite. Tem consciência dos principais assuntos de interesse, se gosta de esportes ou não. E por aí a lista segue em uma infinidade de informações.

Esse tipo de ferramenta com inteligência artificial permitirá as empresas gerar soluções cada vez mais personalizadas para seus clientes. Sem contar, no auxílio para geração automática de propostas.

Já existem startups que estão movimentando o mercado de vendas. Segundo o Techcrunch, a startup Meanwhile Tact levantou 15 milhões de dólares em investimento para aplicar a inteligência artificial no planejamento do dia de vendedores para garantir que trabalhem de forma mais lógica e eficiente. Outro exemplo é a startup Conversica que levantou 34 milhões de dólares para criar um assistente de vendas virtual.

> Melhora gradativa no atendimento ao cliente:

Segundo uma análise realizada pela IBM, metade dos 270 bilhões de ligações de SAC feitas anualmente no mundo não são resolvidas. Melhorar essa taxa pode significar um estreitamento das relações com o cliente. Com a inteligência artificial, por meio das interações diretas por mensagens ou chats, os clientes podem ser atendidos em tempo real. 

> Análise de tendência de cenários e prevenção de problemas:

Utilizando a AI para dados em tempo real com dados históricos da operação das empresas é possível prever diversos tipos de problemas. Alertas podem ser enviados para a gerência antes que se tornem problemas críticos. Essa economia pode ser feita tanto em equipamentos quanto em tempo dos colaboradores.  

> Melhoria na eficiência e eficácia da sua operação:

Colaboradores e clientes sofrem para encontrar as informações que precisam no meio de diferentes plataformas bancos de dados, documentos, e-mails, catálogos. O que torna isso uma tarefa extremamente demorada e frustrante. Robôs são capazes de fazer buscas muito rápidas e inteligentes interpretando e cruzando todas essas informações não estruturadas. Falando um pouco do nosso mercado que é o de sistemas de gestão, acreditamos que a inteligência artificial irá mudar significativamente a forma como as empresas de consultoria interagem com o cliente para ajuda-los nos processos de certificação de normas como a ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, dentre outras.

A Verde Ghaia Consultoria Online já disponibiliza seu consultor virtual chamado “Rick” e que auxilia desde a solução de dúvidas pontuais até a execução de etapas do processo como a elaboração da sua Matriz SWOT, Política, Gestão de riscos e muito mais. 

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Artigo enviado por Guilherme Arruda, diretor da Consultoria Online Verde Ghaia

Brasil é o 9º país mais miserável do mundo

Segundo a Bloomberg, o Brasil atualmente é o nono país mais miserável do mundo


Cidade brasileira

Olá administradores! Hoje, trazemos uma notícia um tanto problemática para o nosso país. Recentemente, a Bloomberg, uma das maiores agências de notícias do mundo, divulgou um ranking em que o Brasil aparece entre os 10 países mais pobres do mundo, conforme os critérios do Misery Index da própria Bloomberg. Em 9º lugar entre 65, o Brasil subiu uma posição em relação ao levantamento anterior, com um índice de miséria projetado para 2017 próximo dos 20 pontos. Para efeitos de comparação, em 2015, o Brasil estava na posição 11.

A métrica é bastante simples. Quanto maior o índice de pobreza, mais alta a posição no ranking. No entanto, como os índices apontados no ranking referentes ao ano corrente são previsões, eles podem sofrer alterações ao longo do ano. Como exemplo, no ano passado, o índice projetado para a Argentina era de 39.9 e após a revisão, o índice saltou para 50.1, colocando o país atrás apenas da Venezuela. Já a Venezuela lidera com folga pelo terceiro ano seguido, com quase 500 pontos no índice.

Na outra ponta está a Tailândia, que segundo a Bloomberg, a nação utiliza uma metodologia "particular" para medir o desemprego, o que sempre aponta para índices mais baixos. O levantamento soma os índices oficiais de inflação e desemprego para chegar próximo da relação real de pobreza dos países. Entre os primeiros 10 colocados, a proporção entre os países é bem distinta. Na Venezuela, por exemplo, o desemprego é um dos mais baixos, com uma taxa de 7,8%, enquanto a inflação atinge a marca de 491,9%. No Brasil, a inflação é ligeiramente inferior a 5%, enquanto a taxa de desemprego chega a 17%. 

Logo acima, estão Sérvia, Ucrânia, Espanha, Turquia, Grécia, Argentina e África do Sul. Mesmo se houver uma revisão no índice, o cenário não deve sofrer alterações significativas, pois esse foi o padrão dos últimos anos. Em 2015, quando a economia já demonstrava sinais de grande desgaste, o Brasil ficou em 11º. Os problemas econômicos e políticos de 2016 renderam uma revisão incisiva do índice, porém sem grandes efeitos (de 16.8 para 16.4). Já em 2017, mesmo com o aumento no número de desempregados, a inflação caminha para um maior controle, muito devido à queda no consumo.

Confira abaixo os resultados dos primeiros colocados no ranking em 2016 e 2017. Para conferir os resultados completos, acesse aqui.

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10 frases de Peter Drucker que podem mudar a sua percepção de mundo

Quem foi Peter Drucker?


Citações de Peter Drucker

Peter Drucker não é considerado apenas o pai da administração moderna, mas também um provocador da cultura empreendedora no mundo. Ele inspirou diversos administradores e estudantes em todo o mundo com seus artigos, conferências e também com seus mais de 30 livros publicados. Ao criar a gestão como uma disciplina, Drucker a definiu como uma ciência social prática e humanista que não se restringia ao mundo corporativo. Ele ainda contribuiu com outras importantes ideias, como reprivatizações, gestão por objetivos, descentralização das empresas, e muitas outras.

Muitos empreendedores e profissionais de administração sérios são profundos admiradores de Peter Drucker. Os jovens empreendedores que não estão familiarizados com suas ideias fariam muito bem em estudar seus conceitos perspicazes sobre o mundo da gestão. Mesmo depois de tantos anos, as teorias e citações de Peter Drucker fazem todo o sentido e deverão fazer para você também. Por esse motivo, resolvemos trazer para você algumas das principais citações desse grande autor.


Aqui estão 10 frases de Drucker que vão fazer você refletir bastante:


#01. “Fazer as coisas certas é mais importante do que fazer as coisas direito”

#02. “Se você quer algo novo, você precisa parar de fazer algo velho”

#03. “Não há nada tão inútil quanto fazer com grande eficiência algo que não deveria ser feito”

#04. “O que pode ser medido, pode ser melhorado”

#05. “Os resultados são obtidos através da exploração de oportunidades, não pela solução de problemas”

#06.“Muito do que chamamos de gerenciamento consiste em fazer com que seja difícil para as pessoas trabalharem”

#07. “As pessoas que não correm riscos geralmente cometem cerca de 2 erros por ano. Pessoas que assumem riscos geralmente cometem cerca de 2 grandes erros por ano”

#08. “As reuniões são, por definição, uma concessão a uma organização deficiente. Ou se trabalha, ou faz reuniões. Não dá pra fazer as 2 coisas ao mesmo tempo”

#09. “Planejamento de longo prazo não lida com decisões futuras, mas com um futuro de decisões presentes”

#10. “Administração é fazer as coisas direito. Liderança é fazer as coisas certas”

Ao longo de mais de 60 anos, as contribuições de Peter Drucker influenciaram milhares de pessoas e grandes líderes da sociedade atual. Dentre suas principais obras, destacam-se Desafios Gerenciais para o Século XXI, Administrando em Tempos de Grandes Mudanças, Sociedade Pós-Capitalista e Administrando para o Futuro. De maneira resumida, as citações que trouxemos acima tentam inflamar a imaginação empreendedora que existe em cada um de nós, e por isso, você administrador deve prestar bastante atenção nelas. 

Qual dessas citações você se identifica mais? Compartilhe conosco nos comentários abaixo.

Até a próxima pessoal!

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