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A Estrutura Administrativa de Pierre du Pont


Quem foi Pierre Du Pont?


Pierre du Pont

Pierre Samuel du Pont foi um grande empresário norte americano do ramo da indústria química, e um dos principais personagens da administração neoclássica. Ele nasceu em 1870 na cidade de Wilmington - Delaware, e veio a falecer em 1954, aos 84 anos. Pierre sempre foi ávido pelos estudos e métodos científicos, sendo educado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, onde fora influenciado pelos professores de que o progresso tecnológico abundante do mundo moderno, era na verdade, uma demonstração do poder do método científico e do caminho para o qual a ciência poderia lhe levar.


Pierre foi considerado um inovador, que criou e implantou diversas técnicas de administração, finanças e operações em duas grandes corporações: a DuPont e a General Motors. Fundada em 1802, a companhia DuPont cresceu rapidamente como fabricante de pólvora e de produtos químicos. Durante seu início, a empresa viveu um regime familiar (comum à época), e a partir de 1915, Pierre foi nomeado presidente da companhia, posto que serviu até 1940. Devido à modernização conduzida por Pierre, a DuPont comprou muitas empresas do mesmo ramo, assim como algumas do setor químico. Em consequência disto, foi necessário elaborar soluções para administrar o conglomerado em que a empresa havia se transformado.

Estrutura administrativa de Pierre du Pont


Pierre criou uma estrutura organizacional hierárquica e centralizada, ajudando a desenvolver técnicas de contabilidade e previsão de mercado, ele também adotou estratégias de diversificação de mercado e investiu massivamente em pesquisa e desenvolvimento. Uma de suas principais contribuições à administração, foi a introdução ao princípio do retorno sobre o investimento (ROI). Com o início da Primeira Guerra Mundial, a DuPont, conduzida por Pierre, atravessou um grande período de expansão, financiada principalmente, pelos pagamentos adiantados da compra de munição feita pelos países aliados.

Para administrar o conglomerado de empresas que a DuPont havia absorvido, foram criados divisões funcionais para os seguintes setores: produção, vendas, desenvolvimento e finanças. A ideia desses departamentos era simples: Os chefes desses departamentos específicos formavam um comitê executivo, no qual a função do planejamento estratégico era separada das operações básicas, para que mas mesmas pudessem estabelecer, de uma melhor forma, os objetivos de longo prazo da companhia referentes a lucro, direção e políticas básicas. Com isso, a empresa atingia uma maior e mais eficaz taxa de sucesso nas suas operações.

Descentralização da Estrutura


Em 1921, para garantir a lucratividade e a continuidade no desenvolvimento dos novos negócios, Pierre du Pont fez uma mudança fundamental na estrutura organizacional da empresa. Inspirando-se na mudança realizada na General Motors (ideia decorrente dos estudos feitos por Alfred Sloan), ele acabou com o sistema de decisões centralizadas no topo da pirâmide executiva. Ao invés disso, criou dez departamentos industriais subordinados diretamente aos seus gerentes gerais, onde cada um deles possuía suas próprias funções e maior autonomia nas vendas, pesquisa e suporte.  

Como dito acima, essa nova estrutura conferia maior dinâmica e autonomia necessária para os gerentes das divisões, sem prejudicar o consenso sobre as diretrizes gerais da empresa (continuava a cargo da alta administração). Isso permitiu ao comitê executivo concentrar-se ainda mais no planejamento estratégico e nas políticas de negócios de longo prazo. Com essa liberdade oferecida ao comitê, o mesmo pode ampliar de forma qualitativa e quantitativamente os esforços estratégicos da empresa, agregando melhores possibilidades no alcance das metas da companhia. Essa mudança foi o ponto chave para a guinada da DuPont.

Com isso, Pierre demonstrou grande capacidade administrativa para a época, além de uma visão de negócios bastante avançada. Ele percebeu que o sistema de hierarquia centralizada encontrava-se defasado em relação aos modelos existentes (vide General Motors e outras empresas da época), fazendo assim, o que hoje conhecemos por Benchmarking (análise dos concorrentes, com o intuito de gerar ideias em cima do que já é realizado). Ele simplesmente pegou a principal estratégia da GM, e implantou com grande sucesso na própria companhia, garantindo com êxito o crescimento da DuPont nos anos subsequentes.

Ligação com a General Motors


Sede da General Motors

A ligação da DuPont com a General Motors (GM) iniciou-se com o próprio Pierre du Pont, que comprou ações da GM em meados de 1914. Devido ao período de guerra, Pierre assistiu a demanda do combate aumentar o valor da empresa sete vezes em um ano. Entretanto, apesar dos altos lucros, a General Motors sofreu diversos problemas administrativos, principalmente, em razão da sua gestão dividida. Em 1920, Pierre foi eleito presidente da GM, e até então a participação da DuPont sobre a companhia havia dobrado, tornando a empresa de Pierre responsável por praticamente um terço de todas as ações da General Motors.

Em 1929, a produção da GM significava metade das receitas totais da DuPont, sendo que, ao longo da década de 20, a DuPont ja vinha desenvolvendo em conjunto com a General Motors novos refrigeradores, aditivos pra gasolina, plantas, alojamentos para trabalhadores, entre outros produtos. Porém, a cooperação entre as duas organizações não parou por aí, a DuPont ainda adotou o ousado plano de reestruturação que tinha sido implementado na GM. A estreita relação entre as duas empresas, eventualmente, atraiu a atenção dos promotores federais dos Estados Unidos que decidiu contra a DuPont, em 1961, um processo judicial referente à alienação das ações da General Motors pertencentes à empresa.

Conclusão - A Estrutura Administrativa de Pierre du Pont


Pierre du Pont, assim como outros grandes administradores e empreendedores do seu tempo, foi incontestavelmente de suma importância para a administração de empresas, como também para o desenvolvimento do pensamento corporativo como um todo. Ele não somente viu os negócios em termos de "ciência", mas também nos termos da estratégia, da análises de mercados e das práticas visionárias. Podemos dizer, que Pierre du Pont faz parte de um rol de atores bem exclusivo da administração, da mesma maneira que Peter Drucker, Alfred Sloan, Graicunas, Chester Barnard, entre outros famosos integrantes dessa ciência.


Suas contribuições, permitiram a continuidade de estudos acerca da estruturação das organizações, para além do contexto teórico e prático. Pierre acabou incentivando diversos autores, que ampliaram as ideias deste pioneiro administrador de negócios e fundamentaram ainda mais as suas teorias. É importante levarmos em conta que o planejamento estratégico é fundamental para qualquer organização, sendo peça fundamental para seu crescimento. Ter um olhar no futuro e outro no presente não prejudica a empresa e sim a mantém atualizada e atenta as oscilações do mercado em que atua. Por isso, a contribuição de Pierre du Pont foi de grande valia para a administração, assim como para as organizações modernas. 

Até a próxima pessoal!

Referências Bibliográficas:
MAXIMIANO, Amaru. Teoria Geral da Administração. São Paulo, Atlas, 2012.

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