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O que o comex espera do Brasil em 2014.


Importação x Exportação brasileira em 2014


Made in USA

Não temos previsões esperançosas para o ano de 2014 em relação as exportações do Brasil, ainda mais se as condições forem às mesmas que as adotadas em 2013, onde os resultados da balança comercial brasileira foram os piores dos últimos 13 anos, segundo dados do MDIC. Nossos principais consumidores estão seguindo em desaquecimento em função da crise mundial, principalmente Europa e EUA, diminuindo assim a demanda por nossos produtos.

O Brasil encontra-se em situação bastante complicada quando falamos em comércio internacional, importamos mais do que exportamos, esta é a realidade brasileira, temos uma indústria que produz pouca tecnologia de ponta, necessitando assim comprar em larga escala produtos elaborados e de custo elevado. Sofremos com a insuficiência em combustíveis, mesmo possuindo as maiores reservas de petróleo e gás natural do mundo. Vemos também a dificuldade enfrentada pelo país junto a outros países do MERCOSUL, como a Argentina, por exemplo, seja por instabilidade econômica ou por questões políticas, dificultando a entrada de produtos brasileiros em seu território e aumentando os impostos sobre os mesmos.

A falta de investimento em setores primordiais e no incentivo à exportação são as principais dificuldades a serem enfrentadas pelo Brasil neste ano e pelas empresas que vivem da atividade comercial exportadora. A instabilidade da moeda americana vem trazendo complicações ao setor, apesar dos esforços do governo em mantê-la sob controle. Ainda há questões de ordem diplomática, como as recentes descobertas de espionagem por parte dos EUA à diversos países parceiros, ocasionando a redução da confiança internacional mundial sobre eles, o que é essencial para as relações de comércio entre nações.

Pôde-se ver também no último ano a falta de estrutura de alguns portos brasileiros de suma importância para o escoamento de mercadorias estrangeiras, como o Porto de Santos e o de Natal, por exemplo. Esses dois vêm sofrendo com os gargalos estruturais há anos e pouco ou quase nada é feito. Contudo, há projetos de requalificação dos portos para os próximos anos, principalmente os de Natal e Fortaleza, esses projetos vêm sendo alinhados entre a administração portuária, Governo Federal e iniciativa privada para o aumento na capacidade de armazenagem de contêineres e na profundidade (Calado) para atracação de navios de grande porte. 

O Brasil deverá adotar em 2014 políticas mais duras com relação aos produtos estrangeiros trazidos da China e países da Ásia, por conta do volume em excesso importado ano passado com um preço muito abaixo do nosso mercado, o que afeta de forma direta os produtores nacionais. Políticas de proteção são importantes para evitar práticas desleais de comércio, principalmente daqueles países que possuem baixos custos de produção. O Brasil irá fortalecer suas parcerias regionais já existentes e com os países emergentes (BRICS), procurando também estabelecer novas parcerias ao redor do globo. 

Possivelmente, veremos um fortalecimento na exportação de carne bovina para a china que já atingiu níveis recordes em 2013, sendo 77% superior a 2012, o país é a porta de entrada da carne brasileira na Asia, o que favorece nossa posição neste mercado. Esperamos que apesar de ser o ano da Copa do Mundo no Brasil, os olhos de nossos dirigentes também possam se voltar ao nosso comércio internacional, viabilizando da melhor forma possível o crescimento do setor e o fortalecimento da Nação em âmbito global, buscando principalmente incrementar as exportações brasileiras.

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Assinatura Diego Bezerra

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