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Você sabe quando é a hora de parar?


Qual o verdadeiro momento de parar?


Dúvidas na carreira

Um grande dilema que afeta executivos, empresários e profissionais em geral é a hora de parar. Digo parar num sentido amplo, não apenas refiro-me a aposentadoria, mas também se desfazer de um negócio não produtivo e/ou rentável, de abandonar um projeto que não está indo bem, ou simplesmente abandonar uma carreira em prol de uma melhor qualidade de vida. Nem sempre devemos parar somente quando não há mais alternativas. Na realidade, parar neste momento só trará prejuízos financeiros e emocionais para si próprio, uma vez que não demonstra ser uma decisão racional, fundamentada num amplo entendimento. 

O grande segredo é parar na melhor hora, no “auge”, como diriam os atletas. O problema é que cada um tem a sua melhor hora, e nem sempre é fácil identificá-la. Nos últimos anos, 158 empresários brasileiros venderam suas empresas por R$ 100.000.000,00 ou mais, segundo a Revista Exame, o que mostra que muitas pessoas estão parando num momento bom, sem esperar o momento mais crítico - aquele em que não há mais alternativas. O mais incrível é que estes empresários em sua maioria engajaram-se em novos projetos e empreendimentos, o que também indica que parar nem sempre é um fim, podendo ser um recomeço.

Mas, qual a dificuldade em parar então? Esta não é uma análise simples, ela envolve racionalidade, frieza e quebra de paradigmas, pois parar significa romper com algo que você desejou muito, ou desejou simplesmente a vida toda, ou até mais, vivenciou a vida toda e não se sente confortável em abandonar. Mas, se você praticar o desapego emocional aos ciclos da vida, vai entender que parar é na realidade iniciar um novo ciclo, em busca de novos prazeres e de uma nova felicidade. Basta não ter medo do novo, ele nem sempre é ruim. 

Parar envolve se desfazer de ideias e momentos que marcaram a vida das pessoas, objetivos por tempos perseguidos, sonhos muito desejados. Todas estas questões são ponderadas na hora de parar e quase sempre são colocadas na frente de questões racionais como retorno financeiro, qualidade de vida e crescimento profissional. Seria um erro deixar de considerá-las? Absolutamente não, mas se percebermos que a vida (pessoal e profissional) funciona em ciclos e que nem sempre estes ciclos são lógicos, deveremos nos questionar em todo momento possível. Pergunte-se, quando alcançarmos alguma conquista, esta conquista realmente nos transmite a sensação que buscávamos? O que nos traz felicidade hoje, amanhã poderá perfeitamente nos trazer a sensação inversa?

Por esses e inúmeros outros motivos a questão de parar ou não é muito pessoal, chegando até a possuir um valor intrínseco para cada um de nós. Entretanto, esses motivos podem ser trabalhados de uma forma mais racional, coesa e metódica, buscando aliar novos objetivos a um novo cenário, um novo ciclo que se forma em sua vida, tanto pessoal, quanto profissional. Vejamos o caso de Bill Gates, que desde 2008 abdicou de sua vida profissional muito bem sucedida para se dedicar a projetos sociais e humanitários. E você, está pronto para iniciar a transição rumo a seu próximo ciclo? Ou prefere continuar na sua zona de conforto? Se tiver gostado deste artigo, não deixe de compartilhar e comentar. Sua participação é o nosso bem mais querido. Até a próxima pessoal!

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Assinatura Diogenes
Linkedin: Diogenes Monclair

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