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[Especial] Nelson Mandela - O líder do povo


Nelson Mandela, o "Madiba" 


Nelson Mandela

Nelson Rolihlahla Mandela foi um lutador, lutou pelo seu povo, lutou pela sua pátria, lutou pela dignidade das pessoas, pela igualdade racial, pelo amor, porém, o mais importante, foi a sua luta pela humanidade. Dificilmente veremos outra pessoa como Mandela nos próximos vinte ou trinta anos, alguns dizem que ele foi o último remanescente de uma bondade quase absoluta e que pouco se viu nos últimos séculos. É difícil existirem heróis nos dias atuais, o que torna cada dia mais difícil de acreditarmos que há possibilidade, de surgirem novas pessoas que põem o próximo antes de si mesmo, do jeito que Mandela o fez.

Nelson Mandela nasceu em 18 de julho de 1918, no clã Madiba, no vilarejo de Mvezo, antigo território de Transkei, sudesde da África do Sul. Mandela nasceu da terceira mulher de seu pai, Nosekeni. Seu nome original era Rolihlahla Mandela. Após seu pai morrer, foi acolhido pelo rei da tribo, Jogintaba Dalindyebo. Mandela cursou a escola primária no povoado de Qunu e recebeu o nome Nelson de uma professora, seguindo uma tradição local de dar nome cristãos às crianças. Foi introduzido à sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou a cultura ocidental.

Trajetória a liderança



Nelson Mandela JovemMandela ingressou na Universidade de Fort Hare, na cidade de Alice, para cursar artes, mas foi expulso por participar de protestos estudantis (já demonstrando interesse por movimentos populares). Após terminar a faculdade, o rei Jogintaba anunciou que Mandela devia se casar, o que motivou o jovem a fugir e se mudar para Johanesburgo, em 1941. Na nova cidade começou a se interessar por política. Lá, também conheceu o corretor de imóveis Walter Sisulu, que se tornou seu amigo e mentor no ativismo antiapartheid.

Em 1955, após ter vivido algumas adversidades entre 1948 e 1952, Mandela ajudou a articular o Congresso do Povo e citava a política pacifista do indiano Mahatma Gandhi. A reunião uniu a oposição e consolidou as ideias antiapartheid em um documento chamado "A Carta da Liberdade". Em março de 1960, a polícia matou 69 manifestantes armados em um protesto contra o governo de Sharpeville. O Partido Nacional declarou estado de emergência e baniu o CNA (Congresso Nacional Africano, no qual Mandela foi presidente).

Em 1961, tornou-se líder da guerrilha Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação), porém no ano seguinte deixou o país ilegalmente usando o nome de David Motsamayi, para viajar pela África para receber treinamento militar. Ao voltar em agosto do mesmo ano, Mandela foi preso acusado de incentivar greves e sabotagens e foi julgado naquele que ficou conhecido como Julgamento Rinovia, ocorrido entre 1963 e 1964. Sob o risco de ser condenado a morte, Mandela fez um discurso que ficou imortalizado;

"Lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Cultivei o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. Esse é um ideal pelo qual espero viver e alcançar. Mas, se for necessário, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer", afirmou.

Mandela e sete companheiros foram sentenciados à prisão perpétua e enviados à ilha Robben. Ele passou 18 anos detidos na ilha Robben, e nove  na prisão de Pollsmoor - a transferência ocorreu em 1982. Enquanto esteve preso, perdeu sua mãe, que morreu em 1968 e seu filho mais velho, morto em 1969. Não sendo autorizado a participar dos funerais. Em 1988, Mandela passou por um tratamento contra tuberculose e foi transferido para uma casa na prisão Victor Verster. Em 2 de fevereiro de 1990, o presidente sul-africano da época, restituiu o CNA e no dia 11 de fevereiro de 1990, Mandela foi solto.

Prêmio Nobel da Paz e Presidência


Em 1991, Mandela foi eleito novamente presidente do CNA. Ele e Frederick de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz, reconhecidos por seus esforços pela igualdade e por tentarem trazer a paz ao seu país. Em 1994, Mandela tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul e também o mais velho, pois já estava com 75 anos. Sua gestão foi marcada por políticas antiapartheid e por reformas sociais e na área de saúde. Em 1999, não se candidatou a reeleição e se aposentou da carreira política. Desde então, passou boa parte do tempo em sua casa, no vilarejo onde nasceu.

Eterno Nelson Mandela

O que faz uma pessoa ser tão querida? O que nos motiva a seguir outra pessoa tão veemente? Muitos ainda procuram a resposta para essas questões, porém, acreditamos que Mandela sabia as respostas para algumas delas, ou se não todas. Ao longo da sua jornada como líder político, protestante e  humanista, Mandela sempre pregou a igualdade entre as raças e apoiou a ideia de que ninguém deveria tratar o próximo com inferioridade, desprezo ou ódio, independente do que tenha lhe causado.

O próprio inclusive, ao  invés do revanchismo optou pelo perdão, em vez da perseguição, optou pela conciliação. Nelson Mandela, com seus discursos e ações não impactou somente as pessoas na África do Sul, como também as pessoas ao redor do mundo. Podemos dizer que ele criou a nação arco-íris, de todas as cores, de todas as raças. Se tornou o pai da pátria, o libertador do povo. Segundo um dos livros mais famosos da atualidade, o Monge e o Executivo, nós temos como conceito de liderança:

"Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum"

E foi exatamente isso o que Mandela fez. Conseguiu fazer com que todos aqueles ao seu redor enxergassem a grandeza de suas ações, de seus ideais, fazendo com que não só acreditassem nos seus objetivos, como também os vivessem. Sabemos que Mandela possuía de certa forma "poder" devido ao seu cargo, contudo, junto com ele estava a sua autoridade, que emanava de suas palavras, muito devido sua personalidade e seu caráter.

O livro nos traz outro fato importante, de que a autoridade é definida como uma habilidade; é a capacidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal. Não é necessário ter cérebro ou coragem para exercer o poder, porém para estabelecer autoridade sobre outra pessoa ou um grupo de pessoas, requer um conjunto especial de habilidades, requer ser diferente e Mandela era diferente (como poucos foram).

Mandela sofreu muito durante sua vida, porém nem os incontáveis fatos negativos que lhe ocorreram, foram capazes de mudar a sua essência. Diversos gurus, afirmam que para ser um bom líder, você tem que ser capaz de escutar, servir, ganhar a confiança, encorajar e ser honesto com seus subordinados. Não existem dúvidas de que Mandela, escutou a dor do seu povo, serviu  o povo sul-africano mais do que qualquer outro, ganhou a sua confiança, os encorajou à lutarem e foi honesto com eles. Atitudes dignas de um verdadeiro líder, um líder de essência que valorizou acima de tudo o amor para com o próximo. Numa de suas citações mais conhecidas, ele falou:

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar"

Concluindo


A perda de Nelson "Madiba" Mandela, irá deixar uma profunda ferida na sociedade, todos estamos de luto pelo grande ser humano que se foi e podemos ter certeza de que foi uma baixa severa não só para a nação sul-africana, como para o mundo todo, pois raros são os que possuem suas qualidades e capacidade em levar milhões de pessoas a trabalharem juntas por um bem maior. 

Em sua autobiografia, o último parágrafo é uma mensagem aos sul-africanos: "Eu caminhei essa longa estrada para a liberdade. Mas eu descobri que depois de escalar uma grande montanha, há outras montanhas a serem vencidas. Eu descansei por um instante para apreciar a incrível vista que me cercava. Olhei para trás e vi a distância que percorri. Mas só posso descansar por um momento. Porque com a liberdade vêm outras responsabilidades. E sequer me atrevo a demorar a continuar. A minha caminhada ainda não terminou". Talvez, por imposição do destino, sua caminhada não tenha terminado, entretanto com certeza seus sonhos encontram-se nos corações de outras pessoas, que darão continuidade as suas ações.

O falecido líder sul-africano deu seu respaldo  a pelo menos 40 instituições beneficentes, segundo os dados da Fundação Mandela. Foi embaixador da Unesco, porta-voz do SOS Children's Village (maior organização de ajuda a crianças órfãs) e promoveu a campanha "46664" contra a Aids (doença que aflige 1 a cada 10 africanos). Em 2009, a filantropia de Mandela encorajou a ONU a transformar a data de seu aniversário, 18 de julho, no dia Internacional de Nelson Mandela, evento global que incentiva as pessoas a seguir seu exemplo  e dedicar 67 minutos a ajudar o próximo. O Seu legado? A solidariedade. Por tudo isso, Viva Mandela e até breve!

RIP - Nelson Rolihlahla Mandela  1918 - 2013

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